Deriva
Pelo seu carácter elástico, quando um
pneu é submetido a uma força lateral, desvia a sua trajectória. Este desvio
pode ser observado quando um carro circula com as rodas direitas com um forte
vento lateral, ou quando descreve uma curva, mesmo a uma velocidade reduzida.
Este fenómeno, pelo qual o pneu se desvia da sua trajectória, chama-se deriva.
Este desvio aumenta quando se submete o pneu a uma força lateral maior, não
sendo sempre de uma maneira proporcional. A deriva existe também no sentido
longitudinal, perante as forças de aceleração ou travagem, medindo-se o grau de
deslizamento. Destinam-se a diminuir o efeito dos embates laterais.
Encontram-se instalados no pilar central (pilar B) do veículo ou na fachada
lateral exterior dos encostos dos bancos da frente.
Detonação
O início da queima da mistura
carburante em motores a gasolina deve ser controlado pela faísca da vela. Em
muitas situações, as elevadas temperaturas e pressões a que a mistura fica
sujeita, durante o fim do tempo de compressão, pode levar a uma auto-inflamação
brusca e descontrolada. A essa combustão espontânea, e não desejada, dá-se o
nome de detonação. Esta deve ser evitada, pois se ocorrer, com frequência, pode
danificar o motor.
Diâmetro
É assim que se denomina a medida de
diâmetro de um cilindro. A sua dimensão é expressa em milímetros. É um dos
parâmetros característicos do motor. Juntamente com o curso, define-se o volume
ocupado por cada pistão, do que se depreende a cilindrada do motor.
Diâmetro de viragem
A distância necessária para inverter a
marcha do veículo. É medido com o veículo parado e as rodas completamente
viradas para o lado onde se pretende inverter a marcha, até que o veículo fique
em posição paralela no sentido inverso.
Diâmetro x curso
O Diâmetro do cilindro multiplicado
pela distância máxima que é feita pela cabeça do pistão dentro do cilindro.
Diesel
O sistema de combustão interna
inventado por Rudolph Diesel baseia-se num conceito diferente dos motores a
gasolina. O combustível (gasóleo) é injectado dentro da câmara de combustão e o
pistão ao iniciar a subida faz a combustão através do calor gerado pela
compressão do ar no interior do cilindro. Não são necessárias velas nem
carburadores.
Diferencial
O diferencial é o componente mecânico
que distribui a potência, vindo da caixa de velocidades pelos dois veios de
transmissão (um ligado a cada roda). Este componente é fundamental, pois em
curva a roda exterior percorre uma maior distância e logo essa roda deverá
receber uma maior percentagem da potência debitada pelo motor. É o diferencial
que garante essa distribuição correcta entre as duas rodas motoras.
Diferencial autoblocante
Em algumas ocasiões, o mecanismo
diferencial, tão benéfico para fazer manobras ou curvas, pode trazer dissabores
em terrenos escorregadios. Para evitar estas situações, alguns veículos optam
por diferenciais autoblocantes. Estes encarregam-se de corrigir a tendência dos
diferenciais para enviar a potência do motor à roda que menos resistência
oferece. Assim se uma das rodas motrizes patina em cima de uma placa de gelo, o
diferencial convencional encarrega-se de enviar potência a essa roda que patina
desenfreadamente e o carro não avança. O mesmo acontece se uma roda fica no ar,
como acontece com as rodas interiores da curva. Os diferenciais autoblocantes -
sejam eles viscosos, Torsen, etc - encarregam-se de enviar a potência à roda
que oferece mais resistência, e portanto, dispõe de maior aderência, e permite
solucionar situações mais delicadas. O seu uso é uma necessidade em competição,
para melhorar a motricidade, e em condução todo-o-terreno.
Diferencial central
Nos veículos de tracção integral deve
existir um diferencial central, que distribua a potência entre os trens
dianteiro e traseiro.
Diferencial Torsen
Diferencial autoblocante, cujo
accionamento é feito mecanicamente, recorrendo a elos de engrenagem, montados
no seio da caixa do diferencial.
Diferencial viscoso
Tipo de diferencial autoblocante que
recorre a um conjunto de discos fixos intercalados por outros discos móveis
separados por um fluído viscoso. Este sistema é mais progressivo e suave do que
os diferenciais mecânicos, tipo Torsen. Estes últimos têm sido aplicados,
essencialmente, em veículos de cariz desportivo, enquanto os viscosos se
aplicam na maioria dos modelos de aplicação usual.
Direcção às quatro rodas
Sistema de direcção que permite que as
rodas dianteiras e traseiras girem, quando se roda o volante.
Direcção assistida
Dispositivo de ajuda à condução que
aplica energia - eléctrica ou hidráulica - para facilitar ao condutor no
manuseamento do volante. Ajuda indispensável para fazer manobras, este
equipamento também permite ao fabricante instalar equipamentos que proporcionem
mais estabilidade ao veículo, pois quando a direcção pesa mais, a direcção
assistida faz parte do trabalho. O aparecimento da direcção assistida eléctrica
permitiu que, através de um botão, o condutor possa escolher o grau de
suavidade que pretende do volante, mediante estar a circular em estrada ou na
cidade.
Discos de travão
Um tipo de travão que faz os veículo
abrandar ou parar através da fricção com as pastilhas. Tratam-se de discos em
aço montados na extremidade do eixo, na zona onde estão as rodas. As pastilhas
estão colocada de cada lado do disco e actuam quando pressionado o pedal de
travão. Inicialmente utilizados nos carros de competição são nos dias de hoje o
principal sistema de travagem da maioria dos veículos.
Distância de travagem
Resultado da melhor distância de
travagem obtida sobre uma superfície horizontal. Se o veiculo tem ABS, a
travagem é feita pisando a fundo o pedal do travão. Se não tiver ABS,
dosifica-se a pressão exercida no mesmo pedal.
Distância entre eixos
Designa a distância entre o eixo
dianteiro e traseiro do veículo
Distribuição variável
Num sistema de distribuição
convencional a árvore de cames apresenta uma geometria perfeitamente definida,
significando que cada válvula (seja de escape ou de admissão) abre e fecha,
sempre no mesmo momento (ângulo de cambota) e o curso de abertura é igualmente
constante. Acontece que, consoante a rotação do motor e os objectivos desejados
(mais potência ou melhores consumos) a abertura e fecho das válvulas deveriam
ser ajustados. Os sistemas que proporcionam variar o momento de abertura e
fecho das válvulas e/ou o curso das mesmas são denominados sistemas de
distribuição variáveis. São exemplos disso o sistema VVT da Toyota ou VTEC da
Honda.
DOHC (Double OverHead Camshaft)
Designação dos motores com dupla árvore
de cames montada na cabeça do motor.
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